A semana que começa é de alto risco por chuva excessiva no Rio Grande do Sul com volumes muito altos de precipitação que pode ficar entre 150 mm e 300 mm em vários municípios do estado com elevado risco de cheias de rios e enchentes, de acordo com a análise da MetSul Meteorologia.

Padrão de bloqueio atmosférico vai manter uma frente semi-estacionária associada a uma área de baixa pressão sobre o Rio Grande do Sul com chuva por vários dias seguidos no território gaúcho e momentos de precipitação forte a intensa.
A chuva dos próximos dias vai se dar na sequência da instabilidade deste fim de semana que já trouxe volumes elevados para parte do interior gaúcho, inclusive com marcas superiores a 100 mm em pontos do Centro para o Oeste do estado e acima de 50 mm em alguns municípios do Sul gaúcho.
O pior da instabilidade é previsto a partir da terça-feira, quando a chuva vai se tornar mais generalizada e tende a se intensificar muito no Rio Grande do Sul, persistindo na segunda metade da semana.
Nesta segunda, o sol aparece com nuvens no Rio Grande do Sul, mas na segunda metade do dia o tempo volta a se instabilizar com chuva até o fim do dia em diversos pontos da Metade Oeste do estado.
Na terça-feira, frente avança pelo território gaúcho e traz chuva para quase todo o estado. Já chove desde cedo no Oeste e no Sul. No decorrer do dia, a instabilidade vai avançar para as demais regiões. Deve chover localmente forte a intensamente em áreas do Oeste, Centro e o Sul gaúcho com marcas de 50 mm a 100 mm em várias cidades e com marcas localmente de 100 mm a 150 mm.
Na quarta, a chuva atinge quase todo o Rio Grande do Sul, exceção de pontos mais ao Norte do estado. É alto o risco de chuva localmente forte e os acumulados de chuva podem ficar entre 50 mm e 100 mm em diferentes cidades, especialmente do Oeste e da faixa central do estado.
Na quinta, o tempo segue instável. Os dados indicam que a chuva tende a se concentrar na faixa central do estado e na Metade Norte gaúcha no decorrer do dia enquanto na Metade Sul não choveria na maioria das localidades com predomínio de tempo firme. Chuva moderada a localmente forte em setores da Metade Norte.
Na sexta-feira, uma área de baixa pressão manteria a chuva em parte do Rio Grande do Sul com maior instabilidade em pontos do Centro, Leste e o Nordeste do estado, onde os volumes de chuva seriam mais altos e com vento. Na sequência, com o afastamento da baixa pressão e o avanço de ar mais frio e seco, o tempo firmaria durante o sábado no território gaúcho.
Veja quanto pode chover
Volumes muito altos a localmente excessivos de chuva podem atingir muitas cidades do Rio Grande do Sul nesta semana. Os acumulados apenas desta semana podem ficar entre 100% a 200% da média histórica de precipitação de junho em grande número de municípios.
Os mapas a seguir mostram as projeções de chuva para sete dias dos modelos europeu, britânico e alemão em que se observa a tendência de chover muito no Rio Grande do Sul no período.



Não há um acordo absoluto entre os modelos sobre quais regiões do Rio Grande do Sul devem ter mais chuva, mas a grande maioria das simulações indica que a região da Lagoa dos Patos, o Oeste, o Centro e o Noroeste devem ter os mais altos acumulados. Há dados apontando que parte da Serra também poderia ter chuva volumosa.
No Oeste, Centro e o Noroeste, vários pontos podem registrar nestes sete dias volumes entre 100 mm e 200 mm com acumulados isoladamente superiores. Vários modelos projetam que em alguns pontos a chuva poderia superar 200 mm com marcas até acima de 250 mm em alguns setores.
Alertamos que um grande conjunto de dados indica a possibilidade de altos volumes em Porto Alegre e na região metropolitana nesta semana com a maioria do modelos projetando mais de 100 mm e alguns acumulados perto e ao redor de 200 mm. A média de chuva histórica de junho inteiro na capital (série 1991-2020) é de 130,4 mm.
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Chuva excessiva trará alagamentos, inundações e cheias de rios
Os volumes altos de chuva indicados para os próximos dias podem causar alagamentos e inundações em áreas urbanas e rurais de diferentes municípios, especialmente durante episódios de intensa precipitação em curto período. Podem ainda ocorrer quedas de barreiras e deslizamentos de terra com possibilidade de o trânsito ser afetado em algumas rodoviass.
A chuva volumosa inevitavelmente vai provocar a elevação de níveis de rios, córregos e arroios com transbordamentos, afetando sobretudo rios com nascentes e bacias cruzando o Oeste, Noroeste e o Centro do estado, o que inclui bacias como o Uruguai (Oeste), Ibicuí, Vacacaí, Ijuí, Ibirapuitã e Quaraí. Rios do Centro do estado como o Jacuí e do Vale do Rio Pardo também têm risco de cheia. O cenário exige atenção ainda nas bacias do rios Caí e Taquari.

Considerando os volumes indicados de chuva excessiva e quais bacias devem ser afetadas, há um risco médio a alto de cheia do Guaíba em Porto Alegre entre o final da semana e o começo da próxima, com possibilidade de alagamentos nas ilhas da capital.
Enfatizamos nos máximos termos que o cenário para os próximos dias, embora cause preocupação, não tem qualquer comparação com maio de 2024. Cheias de rios e enchentes ocorrem todos os anos no Rio Grande do Sul, mas 2024 foi o extremo do extremo e tem recorrência rara.
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