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Geral Rio Grande do Sul

Nível do Guaíba sobe rapidamente e depois recua em Porto Alegre

Vento Sul associado ao ciclone chegou a provocar uma súbida rápida do Guaíba durante a quinta-feira em Porto Alegre

30/05/2025 às 12:05 leitura em 3 min
Estael Sias
Estael Sias Meteorologista
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Muitas pessoas ficaram preocupadas com o nível do Guaíba em Porto Alegre com a forte chuva que atingiu o interior do estado e chegou a provocar cheias de alguns rios, como nos vales e no Oeste gaúcho.

FERNANDO OLIVEIRA/ARQUIVO

Como era de se esperar, o nível do Guaíba inevitavelmente subiria com o período de instabilidade no estado entre o último sábado e ontem, mas em nenhum momento Porto Alegre esteve sob risco de enfrentar inundações.

Os maiores acumulado, e localmente excessivos a extremos, se deram em municípios do Centro para o Oeste do estado. Não houve acumulados excessivamente altos na grande maioria dos pontos das bacias que desaguam em Porto Alegre, ou seja, Jacuí, Caí, Sinos, Taquari e Gravataí.

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O risco de cheia no Guaíba aumenta muito quando os acumulados de precipitação são excessivos a extremos no Norte e no Nordeste do estado, especialmente numa faixa que vai da regão de Soledade até a Serra Gaúcha, os Aparados e o Litoral Norte, onde estão as nascentes do Jacuí, Caí, Taquari, Gravataí e Sinos.

O nível do Guaíba ontem no começo da tarde chegou a 1,71 metros, meio metro abaixo do ponto em que começam os alagamentos nas ilhas e 1,30 metro abaixo do ponto de transbordamento no Cais Central da Avenida Mauá, que é de 3,00 metros.

Segundo a medição da régua eletrônica da empresa TideSat, no Cais Central, o nível havia recuado para 1,32 metro no final da manhã desta sexta-feira.

A subida rápida do Guaíba ontem se deu mais por razão meteorológica (vento associado ao ciclone que gera represamento) do que hidrológica (vazão de rios). Tanto que cedendo o vento, rapidamente se iniciou uma descida.

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Na enchente de maio do ano passado, o pico da cheia do Guaíba no Cais Central foi calculado pelo Serviço Geológico Brasileiro em 5,13 metros. A régua da TideSat, que a MetSul faz uso, marcou valor praticamente idêntico de 5,15 metros.

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Sobre o Autor

Estael Sias

Estael Sias

Meteorologista

Estael Sias, MSc., é autora de MetSul.com e meteorologista formada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL). Mestre em Meteorologia pela Universidade de São Paulo (USP). Sócia-diretora da MetSul Meteorologia com passagem pelo Grupo RBS, Canal Rural e Defesa Civil de São Paulo.