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Granizo histórico em Curitiba e temporais no Sul do Brasil

Quantidade de gelo foi enorme e mudou a paisagem da capital paranaense

03/11/2020 às 19:15 leitura em 4 min
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Neusa Russa Nery/Plantão 190

Temporais de granizo foram registrados nesta terça-feira (3) em pontos do Leste do Sul do Brasil. A instabilidade ocorreu acompanhando áreas de instabilidade que atuaram no Leste do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o Paraná. Em Curitiba, a precipitação de granizo foi volumosa em diversos pontos e o gelo chegou a acumular.

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A Metsul havia advertido para a formação de nuvens de desenvolvimento vertical, capazes de gerar granizo, mas tempestades de granizo com a magnitude que atingiu Curitiba e região não podem ser previstas. Mundialmente há avisos de risco de granizo e da possibilidade das pedras de gelo terem maior dimensão, mas nenhum serviço meteorológico do mundo prevê granizo com acumulação para uma cidade qualquer porque fenômeno localizado. 

Veja nas imagens como a intensa precipitação de granizo foi localizada e associada a uma nuvem de grande desenvolvimento vertical que passou pela região de Curitiba. O granizo acompanhou a precipitação intensa na base da nuvem (downdraft) com a acumulação consequente. A maior altitude de Curitiba contribuiu para que o granizo tomasse maior proporção. 

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Caiu granizo também em São Joaquim e em outros pontos do Planalto Sul Catarinense. Assim como ocorreu em Curitiba, o granizo chegou a acumular na base da Força Aérea Brasileira que está no cume do Morro da Igreja, entre Urubici e Bom Jardim da Serra.

As nuvens carregadas isoladas provocaram ainda chuva forte isolada com rajadas de vento em alguns pontos, caso do Norte de Florianópolis. 

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A instabilidade está associada à circulação de umidade que vem do Oceano Atlântico que se desloca do mar para o continente e alcança o Leste do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o Paraná. Atuam no Atlântico, um grande sistema de alta pressão ao Sul e que determina a temperatura mais amena e uma baixa pressão ao qual está associada a frente que traz chuva para pontos do Sudeste e do Nordeste do Brasil. O avanço de ar mais frio de Sul igualmente contribuiu para a instabilidade.

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O ar mais frio sobre o oceano e o Leste do Sul do Brasil forma nuvens de maior desenvolvimento vertical durante o dia à medida que o sol aquece e a temperatura se eleva, gerando um maior gradiente de temperatura entre a superfície e as partes mais altas da atmosfera, induzindo movimento verticais ascendentes (convecção) que forma nuvens de maior desenvolvimento vertical do tipo cumuliforme, capazes de provocar pancadas fortes isoladas e passageiras, e, com a atmosfera resfriada, queda de granizo. O risco de granizo é maior principalmente à tarde, quando a convecção atinge o seu ponto máximo pelo aquecimento diurno.

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Esta condição de instabilidade passageira com alternância de sol e nuvens com chuva e risco de granizo isolado deve permanecer durante grande parte desta semana no Leste do Sul do Brasil, o que não significa que vai chover todos os dias desta semana em uma determinada cidade destas regiões. A chuva vai atingir diferentes cidades do Leste do Sul do Brasil conforme o dia, mas podem se dar novas ocorrências de granizo.

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