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Coronavírus

Começo de inverno quente é bom diante da epidemia?

21/06/2020 às 07:56 leitura em 3 min
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Karina Guichón

O começo do inverno é de temperatura elevada, máximas perto ou acima de 30°C em diversas regiões gaúchas e marcas nos termômetros muito acima do que é normal para essa época do ano.

Sempre que a MetSul tem publicado em suas redes sociais notícias e previsões sobre calor neste começo de inverno gaúcho proliferam-se os comentários sobre a temperatura alta ser uma ótima notícia diante do coronavírus.

Será?

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Os que sustentam que o frio é ruim devido às doenças respiratórias têm razão. Está comprovado que a temperatura baixa traz um aumento da incidência das enfermidades respiratórias todos os anos. Não é o caso, contudo, do coronavírus.

Não há evidências até o momento que temperatura alta impeça ou diminua a disseminação do vírus. Tomemos o caso dos Estados Unidos, onde o verão climático começou em 1° de junho e o astronômico no dia de ontem. 

Pelo terceiro dia consecutivo, a Flórida e a Carolina do Sul quebraram ontem (20) seus recordes diários para novos casos, enquanto os níveis de infecção para Missouri e Nevada também atingiram novos máximos no sábado.

E na sexta-feira (19), os Estados Unidos registraram mais de 30.000 novos casos, o maior total desde 1º de maio, com casos aumentando em 19 estados no Sul, Oeste e Meio-Oeste.

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A Flórida registrou 4.049 novos casos no sábado, quebrando o recorde de sexta-feira (3.822) e o recorde de quinta-feira (3.207). O estado já teve 93.797 casos e 3.144 mortes. A Carolina do Sul bateu seu recorde com 1.155 novos casos; Nevada tinha 452 e Missouri tinha 375. Outro estado populoso que registra um aumento significativo de casos é o Texas. 

Em 1° de junho, a MetSul noticiou um novo estudo publicado pela revista Science e conduzido por cientistas da Universidade de Princeton (EUA) sobre como a nova epidemia pode se comportar diante das condições meteorológicas.

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Os cientistas dizem no estudo que neste estágio inicial de rápida disseminação mundial do vírus de forma pandêmica o clima não deve ter impacto relevante, mas que quando o novo vírus passar a ser endêmico nos próximos anos as condições do clima terão influência maior. Ou seja, mesmo a chegada de verão não impediria a maior disseminação do vírus, como agora se vê nos Estados Unidos. 

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