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Astronauta faz incríveis fotos do espaço do olho de furacão no Atlântico

Furacão Humberto atingiu o máximo da escala no Atlântico no sábado e foi registrado em fotos a partir do espaço por astronauta da ISS

28/09/2025 às 18:23 leitura em 4 min
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O poderoso furacão Humberto começou a enfraquecer neste domingo, depois de ter passado por processo de intensificação rápida no fim de semana que o levou à categoria 5 da escala Saffir-Simpson.

JONNY KIM/NASA

Atualmente, o ciclone apresenta ventos máximos sustentados de 145 mph (cerca de 233 km/h), o que o coloca na categoria 4. No pico de intensidade, registrado no sábado, Humberto alcançou ventos de 160 mph (257 km/h).

Formado na sexta-feira, Humberto é o terceiro furacão da temporada de 2025 no Atlântico. No momento, o sistema está localizado a aproximadamente 940 quilômetros ao sul de Bermuda e avança para oeste-noroeste a 20 km/h.

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A previsão indica que o furacão fará uma curva para o noroeste, depois para o norte-noroeste na noite de segunda e, em seguida, se deslocará para norte-nordeste, passando a oeste de Bermuda na terça-feira.

As autoridades emitiram um alerta de tempestade tropical para Bermuda, onde são esperadas condições de ventania dentro de 48 horas. Apesar da ligeira perda de força, Humberto deve permanecer como um furacão de grande intensidade (categoria 3 ou superior) nos próximos dias, representando risco significativo para a região.

A bordo da Estação Espacial Internacional, a ISS, o astronauta norte-americano Jonny Kim fez imagens incríveis do espaço do furacão Humberto, quando a tempestade era de categoria 5 no Atlântico Norte.

JONNY KIM/NASA

Uma das fotos mais incríveis mostra o chamado efeito estádio no olho de Humberto. O efeito estádio é um fenômeno visual que pode ser observado dentro do olho de um furacão muito intenso. Quando o ciclone atinge categorias mais altas, especialmente 4 ou 5, as correntes de ar ascendentes ao redor do olho ficam tão fortes que a parede de nuvens se inclina para fora à medida que sobe.

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Esse formato cria a ilusão de que o observador, ao olhar para cima a partir do centro do olho, está dentro de uma arena, semelhante a um estádio esportivo, com as nuvens formando as arquibancadas e o céu aberto no meio.

JONNY KIM/NASA

Esse espetáculo da natureza é extremamente raro de ser visto de dentro da tempestade, geralmente testemunhado apenas por caçadores de furacões em voos de reconhecimento ou em imagens captadas por satélites e drones. O efeito estádio é considerado um sinal de enorme organização e força do furacão, revelando a simetria e a intensidade das correntes que alimentam o sistema. Ao mesmo tempo em que impressiona pela beleza, ele reforça a violência do fenômeno, já que só ocorre em ciclones tropicais de altíssima potência.

O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos alerta para o impacto das fortes ondulações geradas pelo sistema. Elas já afetam o norte das Ilhas de Sotavento, as Ilhas Virgens, Porto Rico e Bermuda, e chegarão à Costa Leste americana a partir de segunda-feira. O mar agitado deverá provocar correntes de retorno e ondas perigosas ao longo da semana.

Humberto entrou para a história ao se tornar o segundo furacão de categoria 5 da temporada, junto com Erin, em agosto. É a primeira vez desde 1935 que os três primeiros furacões do Atlântico atingem força de categoria 4 ou 5.

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Além disso, 2025 já soma quatro ciclones de categoria 5 no planeta, incluindo o tufão Ragasa no Pacífico, o ciclone Errol na Austrália e o próprio Erin. A média anual global entre 1990 e 2024 é de pouco mais de cinco sistemas dessa intensidade.

Embora Humberto já não esteja no ápice de sua força, especialistas reforçam que segue sendo um furacão extremamente perigoso e que exige atenção constante da população e das autoridades.

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Sobre o Autor

Luiz F. Nachtigall

Luiz F. Nachtigall

Luiz Fernando Nachtigall é autor de MetSul.com e meteorologista desde 1985 pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL). Especializado em Meteorologia Aeronáutica pelo Centro Técnico Aeroespacial (CTA), atuou no Ipmet da Unesp e na previsão de tempo nos aeroportos de Belém do Pará, Galeão e Porto Alegre.