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Geral Norte Queimadas

Amazônia teve 2500 focos de calor por fogo apenas ontem

Últimos dias têm sido marcado por um elevadíssimo número de queimadas no bioma identificadas a partir de satélites

25/08/2022 às 13:18 leitura em 2 min
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Os dados atualizados nesta quinta-feira mostram que o bioma amazônico voltou a ter ontem um altíssimo número de focos de calor por queimadas. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Amazônia teve apenas ontem 2.475 focos de calor observados por satélites.

Pontos de calor identificados por satélites da NASA nas últimas horas pelo sistema FIRMS de monitoramento | NASA

Trata-se do segundo maior número diário deste mês de agosto. O maior valor neste mês foi de 3.358 focos de calor no dia 22. O número superou os valores do que ficou conhecido como “Dia do Fogo”, em 10 de agosto de 2019. Naquele dia, produtores rurais combinaram para o mesmo período queima de pasto e de áreas em processo de desmatamento no estado do Pará.

Com os 2.475 focos de calor de ontem, o número mensal em agosto subiu para 24.124. A marca ainda está abaixo da média mensal histórica de 26.219, mas considerando que faltam ainda sete dias para o término de agosto nos dados, inevitavelmente agosto terminará com mais fogo do que a média na Amazônia. A última vez que o bioma teve um agosto de queimadas abaixo da média foi em 2018.

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https://twitter.com/metsul/status/1562831901886320640?s=20&t=nYgWojJeBn23aoq-0SxHIQ

Os piores anos em agosto se deram de 2002 a 2007. Em 2002, agosto terminou com 43.484 focos. Em 2003, 34.765. Já em 2004, 43.320. Em 2005, o recorde da série histórica do mês com 63.764. Em 2006, 34.208. E, por fim, 2007 com 46.385 focos de calor em agosto. Em 2011, o menor número em agosto com 8.002 focos.

Os meses de agosto a outubro marcam o pico das queimadas a cada ano no bioma amazônico. Diferentemente de outros biomas, quase todos os episódios de fogo na região amazônica são iniciados propositalmente pela natureza tropical e úmida da floresta.

Florestas, como da Europa e dos Estados Unidos, não são de natureza tropical e pela característica de vegetação, possuem maior combustibilidade, o que torna comparações com a Amazônia indevidas. A Europa registra a maior área queimada desde o começo das medições por satélite em meio a sucessivas ondas de calor e a pior seca em meio milênio.

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